quarta-feira, 12 de abril de 2006

Um Hospital do Barulho

- Esta galerinha endiabrada vai aprontar a maior confusão no hospital...
- Argh, CALA A BOCA!!! Saco de narrador de comercial! Por acaso, eu tenho cara de "Sessão da Tarde"?

Meio de semana é o dia perfeito para se fazer uma visita ao hospital! Não tem aquele monte de gente querendo ver aquele parente (afinal, só vão vê-lo nos fins-de-semana, mesmo) e, por ser um dia de semana, as visitas são geralmente rápidas ou seja: eu, que odeio hospital, não sou obrigado a passar mais de uma hora lá dentro! Com sorte, saio em menos de meia! hi hi hiiiii...

Pois bem... foi só saber que o nosso companheiro Luigi fora internado, que Lia e eu providenciamos logo a nossa visitinha... afinal, sabe-se lá que tipo de retaliações poderíamos sofrer se não fôssemos... o bicho é mais esquentado que bicho de pé!

Chegando no hospital, nós já pudemos perceber a bagunça... aquilo parecia mais uma delegacia superchique, porque a gente só via oficiais da lei... que coisa estranha, sô!

Na recepção, aquele barraco com "B maiúsculo": uma louraça belzebu discutia com a recepcionista porque não conseguia ir até determinado quarto. Ao chegarmos, pudemos identificar Laura Cachorra Au-Au da Costa, a dona da Calamidade Produções! Eu sou fanzaço dela, meu!!! Enqüanto a Lia conseguia descobrir o quarto do Ranger Nero, eu conseguia o autógrafo da Laura - mas ela é tão baixinha... eu achava que ela fosse mais alta, sô...

Identificado o quarto, deixamos o barraco acontecendo lá (não era da nossa conta) e fomos ver nosso amigo.

Qual não foi a nossa surpresa em ver o fumaceiro que saiu do quarto assim que abrimos a porta! E o cheiro? O que era aquilo? Incêndio? O apoCalypso chegando? Não... o barulho que se seguiu à fumaça saindo do quarto denunciava o bando de italianos... eu entendi alguma coisa relativa a sapatos bico-fino número quarenta em cimento Zebú italiano legítimo, mas enfim... já deu pra perceber que eram negozi di famiglia... Aí, já era demais pra minha pessoa... eu estar num hospital é um sacrifício (já disse que ODEIO hospitais?), ainda ter que aturar fumacê de cigarro e negociações excusas? Comigo, não! Interrompi, e interrompi, mesmo! E nem a Lia pra me ajudar, a desgramada...

Enqüanto eu tava botando a italianada pra fora (e, no mínimo, atirando medidas pro meu sapato de cimento personalizado), Lia estava em outro quarto. Resolveu tomar dicas de beleza com uma tal de Soraya Montenegro, enqüanto dava, por sua vez, maneiras de roubar marido e filho de uma tal Maria-Mercedes-Marimar-Rosalinda Thalia do Barro... ela é tão prestativa que chega dá gosto, né não?

Após um puxãozinho básico, estamos nós... abraços, entrega daqueles balõezinhos bregas de "melhore logo" (ah, qualé... quem não gosta de receber?)... a lia só não comprou flores porque não sabia se ele é alérgico... e como ela não está a fim de levar bala... E logo estávamos a "tricotar"... afinal foram meses sem nos falarmos direito desde a festa de Réveillon!

Logo, a porta se abre! Uma doida com uma peruca horrenda entra, procurando uma tal de Lindalvalizabel... logicamente, o nome do Luigi não era esse... e muito menos, ele tinha acabado de ter um filho... ele pode ser qualquer coisa, mas não é um avanço na genética... EI! Essa dona é a Mázaré, disfarçada de enfermeira!!! EU SOU FANZAÇO DELA, MEU!!! É MINHA AMIGA DO YORKULT E TUDO!!! Eu tinha que conseguir um autógrafo!!!

Lia ficou com sede e pediu um cházinho. Então, o Luigi chamou a enfermeira, pois ele também tinha pedido que ela esquentasse um chá para ele... era só botar mais água (ô, solução de pobre, Deus...)... EI, LUIGI BEBE CHÁ? Achei que mafiosos só tomassem champagne... no máximo, whisky!

Quando a enfermeira chegou, eu notei que o anel dela era maior que a mão, uma coisa tão viúva Porcina de se ver, que doía... então, arranjei mais um motivo para sair do quarto à caça do autógrafo da Mázaré. Se eu ficasse, iria mangar daquele anel até não poder mais. Mas eu tenho a impressão de já tê-la visto numa dessas cidades do Aguinaldo Silva... aquela cara de mulher má não me é estranha...

Eu tinha tantas coisas a perguntar à Mázaré... quem foi o arquiteto que fez a escada assassina, como ela sobreviveu ao pulo no São Francisco... ai, "são tantas emoções..." Mas... cadê ela? A bicha sumiu!!! Como ela consegue???

Tentei o quarto mais próximo! Ouvi uma conversa muito animada, daquelas bem de perua, mesmo... uma doida falava "desde que eu me livrei do Bobalhão Dolafeia, que o Diabo o carregue bem lá em baixo, minha vida ficou ainda mais maravilhosa porque eu herdei tudo! reapare se eu, Branca Letícia de Barros Mota, ia deixar alguma coisa com aquela pseudo-secretária e pseudo-falsa melhor amiga ficar com um centavo que fosse?" Como eu sou muito curioso, eu queria acompanhar o papo mais de perto, né? Qual não foi a minha surpresa... além da Suzana Vieira versão loura aguada, eu vi ela... Bia Falcão Montenegro!!! A véia não morreu no acidente!!! E eu nem tinha o telefone da Júlia Pires pra avisar!!!

Quando dou por mim, há uma nova gritaria nos corredores, e lá vou eu ver. Laura Cachorra entrou, e conseguiu achar o quarto da Maria Chapa Diniz, e as duas tão se comendo no pau... uma cena deprimente, realmente... mas como eu AMO ver cenas deprimentes alheias, fiquei lá vendo, hi hi hiiii... um barraco em pleno corredor de hospital, que mais eu poderia pedir na vida? Só se o Ratinho aparecesse!

E logo, a enfermeira que estava no quarto do Luiggi passa por mim, apressadamente, e Lia atrás dela com uma cara nem um pouco contente! Ela encontrou vestígios de veneno de rato vencido no cházinho! Foi aí, que me toquei... Aquela cara de doida... aquele anel... como foi que eu não me toquei antes? Aquela mulher é a Malvadma Guerreira, de Porto do Milagre da Lua Cheia Enorme Toda Santa Noite! E atacando dois pobres e indefesos Rangers sem qualquer motivo! Nós tínhamos que detê-la!

TRANSFORMAÇÃO

E lá fomos nós atrás da mocréia, atrás de satisfações pelo comportamento tão pouco digno de uma enfermeira. Mas, aí, nos deparamos com mais uma cena deplorá-vel (ô hospital animado, esse!...): minha heroína Mázaré está enlouquecida... o 26º filho da Lindalvalizabel nasceu em outro hospital, já para evitar a sua presença... ela se revoltou, estava a ponto de queimar o colchão... quando enfemeira Malvadma a ofereceu um chá calmante... nem pudemos fazer qualquer coisa para impedir... ela tomou de um gole só, como se fosse cachaça... bem, antes ela do que a gente, né? Mas isso foi o bastante para que prendêssemos Malvadma Guerreira em "flagrante delitro"! E o melhor! Só fizemos gastar as nossas pernas!

Enfim, de volta ao quarto, para nos despedirmos, uma pequena dúvida a se retirar... como pode Luigi querer um hospital tão pouco tranqüilo, fora que é mal freqüentado que só... a resposta?

"Perche qui é mais divertente!"... sei...

Tom



Luiz, fique bom logo, viu? Que tudo dê certo pra você!!! É o que desejamos nós, seus colegas CULTURE RANGERS!!!

6 comentários:

  1. Texto divertido.
    Um boa semana santa.

    http://dudv.blogspot.com

    13/04/2006, 22:47

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  2. kkkkkkkkkkkkk
    adorei o texto de verdade...
    Abração TOM

    14/04/2006, 07:18

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  3. Liannara, CR Branca6 de setembro de 2009 00:24

    Cadê o sangue deste negócio? Café com veneno de rato...e eu nem bati? Tô muito calma! Ninguém ameaça a integridade física de um Ranger impunemente.[risos]

    15/04/2006, 02:51

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  4. Ô, fia! É Semana Santa!

    15/04/2006, 11:41

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  5. Meu, que comédia isso aqui!

    Maluco, e isso aí é um hospital? Caracos!! Ri muito com essas confusões aqui. Só os doidos mesmo, viu? Hahaha

    16/04/2006, 01:18

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  6. Eu não sabia que o Luiz tinha sido internado num manicômio! Tadinho! Pirou de vez, é?

    16/04/2006, 17:47

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